Atualidade
O auge da energia solar fotovoltaica é incontestável, até um ponto que, em países como Espanha, já representa mais de 25 % da capacidade elétrica total e se converteu na fonte principal, ultrapassando a eólica.
Os números correspondentes a 2024 indicam que 17 % da produção total de eletricidade correspondeu à energia solar fotovoltaica e tudo indica que esta percentagem vai continuar a aumentar, graças às novas instalações e às melhorias no rendimento.
Este aumento da capacidade de produção passa pela construção ou expansão das instalações solares, mas também por um aspeto mais discreto, mas muito relevante: a modernização das instalações existentes com o objetivo de otimizar a eficiência e prolongar a vida útil. Este processo de atualização é designado como revamping, sendo essencial para consolidar a transição energética por facilitar a modernização de infraestruturas que permitam produzir energia de forma limpa e sustentável.
Potência eficaz
A energia solar fotovoltaica produziu 44 520 GWh em Espanha durante 2024, um recorde no qual tiveram impacto três fatores principais: umas condições meteorológicas especialmente favoráveis, a expansão da infraestrutura e a introdução de novos avanços técnicos.
Um dos principais objetivos desta modernização tecnológica é prolongar a vida útil das instalações, algumas das quais já têm décadas. Isto significa que os componentes e os equipamentos que se encontram operacionais já ficaram obsoletos, não funcionam bem ou existem opções que não apenas oferecem mais rendimento, como também uma maior eficiência e tudo provavelmente a um preço mais baixo.
A tudo isto soma-se o facto de os produtos da nova geração serem caracterizados pelos seus maiores índices de fiabilidade, o qual tem um duplo efeito. Por um lado, diminuem os custos de manutenção, aumentam o tempo de atividade e, portanto, incrementam as margens de rendibilidade. Também temos de adicionar a melhoria da reputação das empresas produtoras e distribuidoras.
Outro aspeto assinalável é a possibilidade de implementar soluções até agora não disponíveis, que permitam controlar e analisar de forma rápida e exaustiva os principais parâmetros da produção elétrica, como a potência produzida e consumida ou o equilíbrio com a rede elétrica, dependendo da potência injetada. A monitorização remota dos inversores, por exemplo, otimiza o rendimento mediante uma supervisão completa da instalação, incluindo a poupança económica e a redução das emissões de carbono.
Esta substituição dos equipamentos instalados pode consistir, quer seja de forma parcial ou mesmo total, em mudar os próprios painéis solares ou os inversores. No caso dos painéis, a sua eficiência costuma ser da ordem dos 20 % face aos 15 % que eram comuns há alguns anos. Portanto, uma opção consiste em manter a potência total e reduzir o número de painéis, por estes serem mais eficientes.
A otimização da potência gerada também é conseguida mediante localizadores MPPT (Maximum Power Point Tracking), cada vez mais adaptáveis a um amplo intervalo de tensões e a diversos ambientes, além de proporcionarem uma maior eficiência.
Quanto aos inversores, nos modelos mais avançados (como, por exemplo, o Equinox2 HT+ da Salicru), a sua eficiência aproxima-se de 98 %, garantindo uma conversão insuperável e apta para a sua injeção na rede. A possibilidade de instalação em aplicações interiores e exteriores, a par da incorporação de MPPT e das funções de monitorização remota, permite dispor de uma instalação com as melhores condições para produzir eletricidade de uma forma limpa, rentável e fiável durante muitos anos.















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