Todos os avanços conseguidos em tecnologia e eletrónica podem ser inúteis perante um enorme problema que pode afetar tanto as empresas de qualquer dimensão, como os utilizadores domésticos. Estamos a referir-nos a um corte de eletricidade.
Sem eletricidade qualquer dispositivo elétrico deixa de funcionar, o que comporta simultaneamente tempo, custos reais, trabalho perdido e até danos físicos no hardware.
Torna-se portanto evidente que nenhuma empresa pode permitir que os seus equipamentos IT funcionem sem uma adequada proteção contra eventuais cortes e/ou microcortes elétricos. De facto, as estatísticas não deixam dúvidas: diferentes estudos apontam uma média de 15 cortes anuais, capazes de provocar um funcionamento anómalo dos sistemas de IT.
As principais razões da importância de dispor de uma correta proteção elétrica são:
- A rede elétrica não é 100% fiável: apesar de as companhias elétricas investirem continuamente na melhoria das suas redes de distribuição, há fatores externos (trovoadas, inundações, acidentes, etc.) que influenciam diretamente a qualidade do abastecimento. Até os próprios consumidores são geradores de perturbações (motores, fluorescentes, etc.) que também distorcem a qualidade da rede.
- A rede elétrica não é estável: já que as empresas fornecedoras de eletricidade não conseguem proporcionar um nível excelente de qualidade, foi regulada a possibilidade de fornecerem tensão com margens tanto acima como abaixo do valor nominal teórico. Esta facilidade pode provocar problemas significativos nos sistemas IT.
- Até os cortes momentâneos são um problema: considerando como tais os cortes inferiores a 2 s, podem ter como consequência a indisponibilidade dos ambientes informáticos de 15 min (reinício rápido) a várias horas. Em função da duração do corte de fornecimento também podemos deparar-nos com cortes instantâneos (0,5 a 30 ciclos), temporários (de 2 s a 2 min) ou sustentados (superiores a 2 min).
- Intensificação crescente dos problemas e riscos: os atuais sistemas de armazenamento, servidores e eletrónica associada de rede utilizam componentes miniaturizados que são mais sensíveis aos problemas de alimentação que os de gerações anteriores.
- Os grupos eletrogéneos e supressores de transitórios não são suficientes, pois, apesar de poderem ser uma boa solução para cortes de longa duração, necessitam de um tempo de arranque e não são ideais contra os picos de tensão e outras perturbações elétricas. Da mesma forma, os supressores de transitórios protegem contra picos de tensão, mas não contra cortes, microcortes ou oscilações de tensão.
- Disponibilidade como valor essencial: a competitividade empresarial não permite falhas no funcionamento contínuo. Portanto, qualquer queda do sistema IT significa perder oportunidades de negócio e dar vantagem à concorrência na captação de clientes.
- Disponibilidade essencial, mas a custos admissíveis: a relação disponibilidade-custo pode ser resolvida favoravelmente com sistemas altamente eficientes.











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