Atualidade
A consciência social é um fator primordial para impulsionar as políticas orientadas para a redução das emissões de carbono com a meta do zero líquido, ou seja, para praticamente as anular. No entanto, a implementação maciça de parques solares também exige que sejam rentáveis, o que implica, por sua vez, uma eficiência muito elevada.
Uma coincidência entre todas as previsões sobre as políticas destinadas a combater as alterações climáticas é o crescimento imparável da energia solar fotovoltaica. Isto indica a própria Agência Internacional da Energia, cujas estimativas referem um aumento de nada menos que 50 % da capacidade instalada nas centrais solares durante os quatro próximos anos.
Em Espanha, a tendência é semelhante: a potência solar instalada aumentou 129 % de 2019 a 2022. Além disso, caso sejam cumpridos os objetivos previstos no Plano Nacional Integrado de Energia e Clima (PNIEC), 81 % da eletricidade vai ser obtida a partir de fontes renováveis em 2030.
Inversão ótima
Um dos principais elementos na conversão de energia solar para elétrica é o inversor, cuja missão é transformar a corrente contínua (CC) proporcionada pelos painéis solares na corrente alternada (CA) que circula pela rede elétrica e que é fornecida às empresas, organizações e habitações. Deste modo, o termo “inversão” ganha mais importância na sua dupla aceção em espanhol: do ponto de vista do processamento do sinal elétrico e da rendibilidade (inversión = investimento).
Um fator-chave para amortizar o custo do inversor é a sua eficiência, pois indica o grau de aproveitamento da energia solar na conversão para eletricidade. A eficiência ideal costuma ser igual ou superior a 90 % e cada ponto percentual conta; por isso, são tão destacáveis os níveis de 97 % ou mesmo superiores atingidos por alguns inversores solares, como os da Salicru.
Para conseguir eficiências tão elevadas é preciso um funcionamento ótimo contínuo do inversor, o que, por sua vez, exige o recurso à tecnologia mais avançada. Por exemplo, mediante a utilização de componentes eletrónicos de carboneto de silício (SiC), um material adequado para minimizar as perdas em condução e comutação e, portanto, para otimizar o rendimento.
Os inversores de tipos híbridos mostram-se particularmente vantajosos, porque proporcionam a máxima disponibilidade de energia. De facto, estes inversores combinam a conversão CC-CA de qualquer inversor com o apoio de uma bateria que guarda energia e à qual é possível recorrer caso seja necessário, juntamente com a possibilidade de injetar o excedente de eletricidade na rede elétrica, bem como de se alimentar da mesma para recarregar a bateria. Uma solução ótima pela sua eficiência e rendibilidade, particularmente aproveitável nas instalações de autoconsumo.
A versatilidade do inversor também é essencial para obter uma elevada rendibilidade. Neste sentido, a incorporação de vários modos de funcionamento permite ao inversor oferecer a máxima eficiência de uma forma contínua. Um bom exemplo é a gama EQUINOX2 HSX da Salicru e os seus seis modos de funcionamento. Assim, o modo de reserva ou backup faz com que o inversor funcione como um UPS que entrega toda a potência nominal às cargas, uma opção ideal quando ocorre um corte de fornecimento. Outros modos de funcionamento disponíveis prescindem das baterias ou discriminam por faixas horárias.
A energia solar fotovoltaica deve ocupar uma parte muito substancial do consumo elétrico num mundo cada vez mais eletrificado. A combinação de preços em baixa, eficiências em alta e versatilidade crescente dos equipamentos que formam as instalações solares e, particularmente, dos inversores, contribui para impulsionar a sua procura.















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