Atualidade
Num mundo ideal, o fornecimento elétrico seria caracterizado pela sua continuidade, qualidade e exatidão. Neste ambiente idílico, a rede elétrica funcionaria sempre e proporcionaria um sinal limpo que cumpriria as especificações de uma maneira precisa. Mas a realidade é muito diferente.
A rede elétrica é submetida a requisitos rigorosos que chegam a pôr em causa a sua fiabilidade, como ficou demonstrado neste mesmo ano com o apagão que deixou a Península Ibérica sem eletricidade durante longas horas. Este facto tão grave, que ainda está a ser investigado, reflete de modo extremo os problemas habituais da rede elétrica sob a forma de perturbações como microcortes, harmónicos, flutuações de frequência e diversas afeções sobre a tensão: subtensões e vazios de tensão, sobretensões transitórias e permanentes e oscilações de tensão.
Esta longa lista de alterações com a incorporação maciça da eletricidade produzida a partir de fontes renováveis, especialmente da solar e a eólica. Em 2024, quase 57 % de toda a eletricidade produzida em Espanha era baseada em fontes naturais como o vento, o sol ou a água, depois de experimentar um crescimento de 10 % em relação ao ano anterior. Uma percentagem e uma tendência que deve alegrar-nos pela redução das emissões de carbono que implica, mas, ao mesmo, devemos reconhecer que apresenta alguns desafios.
Missão: estabilizar
Ao contrário de outras fontes que alimentam a rede elétrica, como as centrais térmicas de ciclo combinado ou a energia nuclear, as fontes renováveis como a solar e a eólica são caracterizadas por uma acentuada variabilidade e instabilidade em função da meteorologia e pela sua falta de inércia, um fator essencial na estabilidade da rede.
Estabilidade: um termo que ganha preponderância perante a variação das cargas ligadas à rede, falhas na distribuição, perturbações geradas pelas próprias cargas, quedas de tensão entre linhas e problemas do tipo meteorológico. A soma de todos estes fatores prejudica gravemente a estabilidade do fornecimento elétrico, sendo necessário incorporar estabilizadores da tensão para a rede.
A principal missão de um estabilizador assim é proteger os equipamentos sensíveis das flutuações de tensão no fornecimento elétrico. Também contra as diminuições no consumo total de uma linha elétrica, o qual provoca um aumento da tensão que, por sua vez, aumenta o consumo nos equipamentos que continuam ligados. O estabilizador elimina este consumo acrescido com a consequente poupança económica e a melhoria da fiabilidade.
A relevância dos estabilizadores de tensão é ainda maior se pensarmos nas cargas críticas de continuidade imprescindível, mais ainda se tiverem alguma complexidade acrescida como picos da intensidade de arranque ou potências elevadas. A correção da tensão, assim que é detetado um desvio mínimo em relação aos valores especificados, garante a continuidade e a qualidade do fornecimento elétrico, com as vantagens consequentes sob a forma de manutenção do tempo de atividade, maior segurança ao evitar efeitos catastróficos e redução dos custos ao impedir a ocorrência de avarias e prolongar a vida útil dos dispositivos conectados.
Por causa do apagão generalizado na Península Ibérica surgiu um intenso debate acerca da necessidade, face ao rápido crescimento das fontes de energias renováveis, sobretudo a solar, de atualizar a rede elétrica em aspetos como o armazenamento em baterias. No entanto, esta opção tem, de momento, uma presença reduzida, é muito dispendiosa e não resolve o problema de fundo: a instabilidade. A solução mais viável, realista e rentável na atualidade passa por incorporar estabilizadores de tensão cujo desempenho foi amplamente demonstrado.















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